O Design Biofílico além do óbvio: como implementar um projeto não tradicional

Recentemente trouxemos em um artigo do blog as vantagens de explorar o design biofílico no home office. Mas desta vez nós vamos além: queremos mostrar que a conexão com a natureza pode ser feita em qualquer ambiente e não apenas no escritório ou no jardim, contribuindo para o bem-estar de todos os que circulam nesses espaços.

Um décor aconchegante tem como princípio a qualidade de vida. A combinação das composições deve ser harmoniosa, mas também acrescentar algo a mais – e, por que não, um contato mais próximo ao meio ambiente por meio do design biofílico? O cliente pode nem se dar conta disso, mas todos precisam de uma válvula de escape. E o arquiteto pode ser esse agente transformador que, além de um ambiente, entrega uma possibilidade de viver melhor.

No âmbito do design biofílico, existem elementos que podem ser explorados para trazer essa experiência relaxante sem a necessidade de grandes peças ou transformações. A arquiteta Vivian Coser explica que todo e qualquer ambiente pode receber elementos do design biofílico, desde terraços até lavabos, respeitando a limitação de cada elemento. “Não é possível, por exemplo, colocar uma árvore em um lavabo, mas é possível utilizar madeira, rochas e pequenas vegetações, além de outros recursos que remetem à organicidade da natureza”, explica.

A arquiteta reforça também que atualmente já existe iluminação LED que possibilita a fotossíntese das plantas, permitindo a aplicabilidade de vegetação viva em locais sem incidência de sol.

Nesse uso do Design Biofílico, a Designer de Interiores Sarita Ávila optou por manter a vegetação na área externa, mas conectou esse espaço natural com o spa por meio do elemento vazado Colonna. Inspirada nas colunas, essa linha traz volumetria e movimento únicos . Seu formato com sutil efeito de torção favorece e valoriza os ambientes, gerando harmonia e elegância, além de favorecer ainda mais o contato com a natureza.

Revestimento Castelatto: Colonna Etrusco Branco
Responsável pelo projeto: Sarita Ávila Interiores
Foto: Felipe Araújo

Além da utilização das plantas vivas, também é possível aplicar o design biofílico por meio de plantas preservadas como o Moss. Trata-se de um musgo natural ideal para ambientes internos, que não precisa de poda nem de irrigação. Sua alta durabilidade é outra vantagem a ser destacada, bem como a barreira acústica que ele ajuda a criar no ambiente.

Revestimento Castelatto: Ecobrick Grezzo Capuccino
Responsável pelo projeto: Arquiteta Patrícia Moren
Foto: Favaro Jr.

Mas a conexão com a natureza não é criada apenas com a inserção de plantas no espaço. “De fato, a vegetação é o principal elemento, pois causa maior impacto visual, mas outros elementos também são biofílicos. A madeira, incorporada à arquitetura desde os primórdios, é um exemplo de elemento biofílico, assim como objetos com forma orgânica, cerâmica e rocha”, orienta Vivian.

Assim, uma terceira possibilidade é o uso do revestimento Castelatto Manaos. Com uma textura amadeirada, a linha traz a natureza e o Brasil para seus projetos e pode ser aplicada como revestimento de pisos e paredes. O verdadeiro significado de elegância, beleza e resistência.

Revestimento Castelatto: Manaos
Responsável pelo projeto: Triângulo Arquitetura
Foto: Favaro Jr.

A arquiteta finaliza enfatizando que há ainda outros elementos biofílicos menos óbvios, mas que podem ser perfeitamente explorados, como a iluminação e ventilação natural, o som de fenômenos da natureza e a paleta de cores que remete a um ambiente natural. Favorecer todos esses elementos significa dar vida a um projeto de design biofílico em sua essência, que nada mais é do que trazer momentos de relaxamento, paz e tranquilidade.

Sobre Vivian Coser

Vivian Coser é CEO, Arquiteta, Urbanista e Diretora Criativa da Vivian Coser Arquitetos Associados, um estúdio de arquitetura com mais de 15 anos de mercado e que reúne expressivos projetos nas principais cidades do país e no exterior.

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